Vídeos

  • É muito comum narradores e comentaristas de futebol elogiarem os “reflexos” dos goleiros. O vídeo a seguir ajuda a lembrar algumas coisas sobre comportamento reflexo (ou respondente) e comportamento operante (ou instrumental).
  • Quando se diz no dia-a-dia que uma defesa foi “puro reflexo” do goleiro, parece que ele simplesmente não precisou treinar aquele movimento – nasceu sabendo fazer aquilo. Por outro lado, em termos técnicos, um reflexo tradicionalmente é definido como uma relação fidedigna entre um estímulo antecedente e uma resposta que não é afetada pelas consequências que a resposta possa produzir. Alguns reflexos são inatos (ou incondicionais) e não envolvem (ou envolvem muito pouca) aprendizagem – por exemplo, piscar em resposta a um jato de ar no olho, sugar em resposta ao seio na boca etc. Mas os reflexos também são afetados pela aprendizagem – por exemplo, salivar ao sentir o cheiro de uma comida gostosa, sentir aquele “frio na barriga” ao começar uma apresentação em público, etc. Os reflexos nesses exemplos são chamados de reflexos aprendidos (ou condicionais). Então, falando tecnicamente, um comportamento ser um reflexo não implica que ele não esteja sujeito à aprendizagem.
  • O vídeo também nos ajuda a destacar algumas coisas sobre o comportamento operante. Muitas vezes, se diz que um operante é um comportamento “voluntário”, o que pode sugerir alguma “deliberação” e, consequentemente, alguma demora na emissão na resposta. O treino dos goleiros nos lembra que a velocidade de emissão (ou o tempo entre a apresentação de um estímulo antecedente relevante – como a bola – e a emissão da resposta – agarrar a bola) é uma dimensão do comportamento operante sujeita ao efeitos das consequências (assim como a frequência, a força, a variabilidade etc.). Movimentos das mãos iniciados rapidamente  em direção à bola produzem como consequência uma bola parada nas mãos. Movimentos mais lentos, produzem uma bola que cai no chão ou, pior, entra no gol. Após algum tempo, esses movimentos dos goleiros vão ficando cada vez mais rápidos.
  • (Há muita discussão recente sobre as relações entre inato e aprendido e entre comportamento reflexo e operante. Essas distinções não são tão claras assim. Vale a pena pesquisar um pouco para se atualizar sobre isso.)

 

 

  • O vídeo a seguir exemplifica bem os efeitos do reforço positivo e como ele pode ser usado para fortalecer comportamentos mais saudáveis. Lemos no vídeo: “Será que podemos fazer mais pessoas subirem as escadas tornando isso algo divertido de fazer? 66% mais pessoas do que o normal escolheram as escadas ao invés das escadas rolantes. A diversão pode obviamente mudar o comportamento para melhor. Nós chamamos isso a teoria da diversão.” E nós chamamos isso de Análise do Comportamento – com sua ênfase no uso do reforço positivo para realizar mudança social!

 

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  • A ciência e a mídia – Hoje em dia, o público passa a ter muito contato com a ciência através da mídia. E os cientistas precisam cada vez mais interagir com a mídia. Essas relações, contudo, exigem cautela. A mídia, por exemplo, pode sobrevalorizar afirmações com pouquíssima credibilidade na comunidade científica. A reportagem a seguir, veiculada no Jornal da Globo em 10/09/2008, exemplifica uma situação assim. O tempo destinado às afirmações de pesquisadores vinculados ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) é muito próximo ao tempo destinado a alguns poucos cientistas isolados que afirmaram que o mundo poderia acabar com a ativação do Grande Colisor de Hádrons (LHC).

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  • Comportamento científico – A reportagem a seguir, do programa da TV americana “60 Minutes”, discute o tema da fusão fria – a produção de energia a partir da junção de núcleos atômicos a baixas temperaturas. “Fusão fria” às vezes é tomado como sinônimo de “pseudociência” ou “ciência que deu errado”, contudo a história da controvérsia científica ao redor do tema pode ajudar a esclarecer características importantes do comportamento científico e do funcionamento das comunidades científicas. A reportagem apresenta, inclusive, imagens de arquivo da primeira entrevista coletiva na qual os químicos Pons e Fleischmann anunciaram a “descoberta” da fusão fria.

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  • Desenvolvimento do comportamento verbal e métodos para o seu estudo – No vídeo a seguir (com legendas em português), um pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) apresenta métodos e resultados interessantes sobre comportamento verbal, comunicação etc. – aplicados pela primeira vez na própria casa dele!

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  • O autocontrole, segundo algumas interpretações analítico-comportamentais, é sempre uma questão de conflito entre consequências imediatas de pequena magnitude e consequências atrasadas de grande magnitude. O vídeo abaixo ilustra (de um modo divertido) essa definição. (Mesmo sem legendas, dá para entender o que se passa  – e dar algumas boas risadas.)
  • “Ó, Tentação Terrível!…”
    Um vídeo sobre o clássico e fundamental problema do curto-prazo versus longo-prazo. Algumas crianças têm que fazer uma escolha: UM marshmallow AGORA ou DOIS marshmallows DEPOIS. O resultado é cômico e interessante.

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  • Procrastinação é um problema relacionado ao autocontrole. Quer dizer basicamente “deixar para a última hora”, adiar tarefas que tem que ser realizadas. No vídeo a seguir (em português), o analista do comportamento Roberto Banaco discute o tema.
  • “Procrastinação: Por que deixamos tudo para última hora?”
  • “Por que deixamos tudo para última hora? O que podemos fazer para lidar melhor com isso? Confira as dicas do psicólogo Roberto Banaco em entrevista no programa Sem Censura da TV Brasil.”

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  • Modelagem é um termo técnico que se refere ao reforço diferencial de aproximações sucessivas com base em propriedades da classe de respostas (que são, obviamente, vários outros termos técnicos… mas isso já é outra história…). Esse procedimento tem sido utilizado há um bom tempo pela analista do comportamento Karen Pryor no treinamento de diversos animais. Ela criou um equipamento chamado “clicker”, que auxilia na tarefa. O vídeo abaixo é um exemplo dramático do procedimento de modelagem e do treino com o cliker. (E ainda dizem que não dá para treinar gatos… tsc tsc…)
  • “Treino de um gato com clicker”
  • “A medida em que Karen [Pryor] comenta um vídeo do treino de um gato, ela revisa muitas das ideias básicas sobre o treino com clicker. Observe como a treinadora com clicker Catherine Crawmer utiliza esses fundamentos do treino com clicker com um gato que ela adotou. […] “Treino com Clicker” é o termo popular para o método de treino ou ensino que se baseia no que sabemos sobre como os organismos vivos aprendem. Pesquisas têm mostrado que qualquer criatura – cão, gato, golfinho, papagaio, peixe, cavalo, lhama ou pessoa – é mais provável de aprender e repetir ações que resultem em consequências que ela deseje e goste. Assim, os treinadores com clicker proveem consequências desejadas pelos seus  animais em troca de ações ou comportamentos desejados pelos treinadores. Nós chamamos essas consequências de ‘recompensas’ e o processo é chamado de ‘reforço’. O treino com clicker, portanto, é um sistema de treinamento baseado no reforço positivo. Difundido primeiro por treinadores de golfinhos que precisavam de um modo para ensinar comportamento sem usar a força, o condicionamento operante (o termo científico para o treino com clicker) pode ser e tem sido empregado com sucesso com animais de todos os tamanhos e espécies, tanto domésticos como selvagens, jovens e velhos; todas as raças de  cães, gatos, pássaros, leopardos, ratos, coelhos, chinchilas, peixes e outros. Os treinadores com clicker que aprendem os princípios subjacentes têm a seu dispor um conjunto poderoso de ferramentas que os habilitam a analisar comportamentos, modificar métodos existentes para animais individuais e criar novos métodos onde antes não havia. Essa flexibilidade permite que as ferramentas do treino com clicker sejam reinventadas em novas formas que funcionam em uma gama de situações e para uma variedade infinita de animais. Os mesmos princípios também têm sido aplicados no treino de atletas, dançarinos, skatistas e outras pessoas. Chamado de  ‘TAGteach’, essa forma de treino usa um clique como um sinal marcador para ensinar movimentos físicos precisos rápida, correta e positivamente. Mais informações podem ser encontradas em  http://www.clickertraining.com.”

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  • As práticas didáticas em Análise Experimental do Comportamento podem assumir diversas formas. O vídeo abaixo retrata um modo diferente de ensinar princípios básicos do comportamento: ensinando basquete a ratos!
  • “Jogos de AEC: Campeonato de basquete de ratos”
  • “Documentários sobre os Jogos de Análise Experimental do Comportamento realizado na Universidade Positivo em Curitiba-PR. Um grupo de 16 alunos de Psicologia encararam o desafio de ensinar basquete para ratos. Confira mais vídeos e informações sobre o projeto em: http://jogosdeaec.wordpress.com

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  • Continuidade entre espécies, Comportamento verbal em não-humanos – A Análise do Comportamento não parte da afirmação a priori de que somos especiais ou superiores aos demais animais. Diferenças e semelhanças entre espécies têm que ser demonstradas. O vídeo abaixo pode levantar algumas dúvidas sobre distinções que geralmente fazemos entre “nós” e os “animais”.
  • Macacos que escrevem, acendem fogueiras e jogam Pac-man
  • “O trabalho de [E. Sue] Savage-Rumbaugh com chimpanzés bonobo, que podem entender a linguagem falada e aprender tarefas por observação, força a audiência a repensar o quanto o que uma espécie é capaz de fazer é determinado pela biologia – e o quanto pela exposição cultural.”
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  • “Os behavioristas estão chegando”– Behaviorismo também é arte! O analista do comportamento Marcelo José (também conhecido como Zé Marcelo) faz uma paródia da música “Os alquimistas estão chegando”, de Jorge Ben:
  • Eles são atentos e criteriosos
    Tentam entender os homens
    Escolhem com carinho a hora de apresentar consequências
    São pacientes, assíduos e perseverantes
    Executam, segundo as regras e contingências
    Desde a privação à extinção
    A discriminação, e a generalização
    Trazem consigo ratinhos
    Caixas de Skinner com alavancas
    E Sd´s iluminados
    Evitam qualquer relação de reforço
    De comportamentos sórdidos
    De comportamentos sórdidos

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