Aprovado mestrado em Psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)

30 03 2015

Boletim Contexto ABPMC

Univasf10Notícia exclusiva do Boletim Contexto: Durante evento comemorativo dos 10 anos do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina-PE, foi anunciada a aprovação pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) da proposta de criação do mestrado em Psicologia dessa universidade.

Ver o post original 80 mais palavras

Anúncios




O papel das replicações e dos resultados negativos no desenvolvimento científico

5 05 2013

Qualquer pesquisa científica, como qualquer atividade humana, está sujeita a erros. Podem ser erros devido a descuidos do pesquisador, problemas com equipamentos ou simplesmente por causa de especificidades dos sujeitos da pesquisa. Por isso é tão importante que as pesquisas sejam repetidas – ou replicadas – pelo mesmo pesquisador e por pesquisadores diferentes. E replicadas de modo idêntico (replicação direta) ou com pequenas modificações (replicação sistemática). Isso permite que os erros sejam descobertos, divulgados e possam, assim, ser evitados no futuro. Daí a importância da publicação dos chamados resultados negativos, falhas na obtenção dos mesmos resultados originais em uma replicação. Tudo isso é quase senso comum na Física, Química e Biologia. Mas não parece ser assim na Psicologia.

Uma matéria no blog do jornal inglês The Guardian chamou atenção para o assunto: “Está na hora dos psicólogos colocarem sua casa em ordem.” A matéria trata de um novo periódico, BMC Psychology, que propõe ‘colocar menos ênfase em níveis de interesse’ e publicar estudos de replicação e resultados negativos. O Prof. Irismar Reis de Oliveira (UFBA) é um dos editores de seção e concedeu  uma entrevista ao periódico. O artigo de Keith R. Laws, intitulado “Negativland – a home for all findings in psychology“, publicado no mesmo periódico trata especificamente da questão. O resumo (traduzido) do artigo é o seguinte:

A Psicologia tem sido historicamente assolada pela pouca publicação [under-reporting] tanto de replicações quanto de  resultados nulos. A evitação desses ingredientes essenciais da prática científica implica que a literatura psicológica está, sem dúvida, distorcida. O viés na psicologia é generalizado e sistêmico, afligindo pesquisadores, revisores, editores e periódicos, todos unidos n​​a busca pelo novo e pelo curioso à custa do confiável. A psicologia, portanto, opera de uma maneira estranha às outras ciências, com ligações entre replicabilidade e credibilidade aparentemente muito mais fracas. Outros problemas decorrem da maneira distorcida com que a psicologia atualmente opera – incluindo supervalorização de resultados [spinning findings], viés de publicação, e, infelizmente, fraude completa. Esses problemas representam um sério desafio para os psicólogos colocarem sua casa em ordem – e um passo para tanto é certificar-se que replicações e resultados nulos encontrem um lugar seguro na psicologia ao invés de permanecerem nossos pequenos segredos sujos que corroem ainda mais a credibilidade da nossa ciência.

Uma iniciativa semelhante, iniciada já há algum tempo, é o site PsychFile Drawer, um “arquivo de tentativas de replicação na Psicologia Experimental”.

Uma iniciativa posterior ao lançamento do BMC Psychology foi a do periódico Perspectives on Psychological Science, da Associação para a Ciência Psicológica (EUA). O periódico passará a publicar um novo tipo de artigo: RELATO DE REPLICAÇÃO REGISTRADO (registered replication report). Mais informações podem ser acessadas aqui.

Por fim, além de ser um problema sério para a Psicologia como uma ciência como um todo, realizar  replicações de modo sistematizado pode ser um bom tipo de trabalho de iniciação científica para futuros pesquisadores. Também por isso, deveríamos investir mais em estudos como esses.

 

PS: A dica sobre o Perspectives on Psychological Science foi de Gehazi Ramiris, a quem agradeço.





“Transtornos mentais”, Psiquiatria e DSM-V

5 05 2013

O tratamento dos chamados transtornos mentais ainda é dominado pela psiquiatria, um ramo da medicina. Na psiquiatria ainda prevalece um estilo de diagnóstico e tratamento que enfatiza a topografia dos sintomas apresentados, considerando pouco a função comportamental do dito “sintoma” e os possíveis mecanismos biológicos subjacentes. Grosseiramente falando, se você disser frequentemente que sente insetos sob sua pele, você será diagnosticado com algum tipo de esquizofrenia, independente da função que essas afirmações possam ter na sua vida e sem necessidade de que uma alteração biológica (genética, hormonal ou neurológica) seja identificada. Esse modo de diagnosticar e tratar alterações comportamentais se consolida no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Americana de Psiquiatria (APA), que em breve terá sua 5a edição publicada.

Na semana passada, porém, o diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA (NIMH), a maior instituição financiadora de pesquisas sobre o tema no mundo, questionou publicamente a validade do DSM – e, de fato, toda a prática típica da psiquiatria:

Apesar do DSM ser descrito como uma ‘Bíblia’ para a área, ele é, no máximo, um dicionário, criando um conjunto de rótulos e os definindo. A força de cada edição do DSM tem sido a ‘fidedignidade’ – cada edição tem garantido que os clínicos usem os mesmos termos dos mesmos modos. A fraqueza é sua falta de validade. Ao contrário de nossas definições de doença cardíaca isquêmica, linfoma ou AIDS, os diagnósticos do DSM baseiam-se em um consenso sobre um grupo de sintomas clínicos, não em qualquer medida objetiva de laboratório. No resto da medicina, isso seria equivalente a criar sistemas diagnósticos baseados na natureza da dor no peito ou na qualidade da febre. De fato, diagnósticos baseados em sintomas, que já foram comuns em outras áreas da medicina, foram em grande parte substituídos nos últimos 50 anos a medida em que compreendemos que APENAS SINTOMAS RARAMENTE INDICAM A MELHOR ESCOLHA DE TRATAMENTO. PACIENTES COM TRANSTORNOS MENTAIS MERECEM ALGO MELHOR. (destaques acrescentados)

 

As afirmações do diretor refletem a politica institucional do NIMH, que critica diagnósticos em saúde mental baseados em “observação clínica e relatos fenomenológicos de sintomas pelos pacientes” e propõe “novos modos de classificar transtornos mentais baseados em dimensões de comprotamento observável e medidas neurobiológicas” – através do projeto Research Domain Criteria Project (RDoC).





Livro “Comportamento e Práticas Culturais”

16 01 2013

O Instituto Walden4 acaba de lançar o livro “Comportamento e Práticas Culturais”, organizado por Márcio Moreira (IESB). Entre os capítulos, encontra-se “Quase-Experimentos ou Experimentos Naturais no Estudo da Cultura”, de autoria do Prof. do LAEC Angelo A. S. Sampaio, em colaboração com Maria Amalia P. A. Andery (PUC-SP) e Fábio H. Baia (FESURV).

O livro apresenta algumas contribuições da Análise do Comportamento para o estudo de práticas culturais, discutindo os conceitos de macrocontingência, metacontingência e planejamento da cultura.  e apresentando exemplos de pesquisas documentais, quase-experimentais e experimentais sobre o tema. O livro completo pode ser visualizado ou baixado gratuitamente aqui. Além da versão em PDF (Portable Documento File), os leitores podem também acessar versões HTML (Hypertext Markup Language), editáveis e não editáveis, no portal de construção colaborativa de conhecimento Projeto WikiWalden4 (Pww4). Nas versões HTML o leitor encontrará vídeos e apresentações de slides ao longo dos textos. Na versão HTML-editável, o leitor, se desejar, poderá alterar os textos, contribuindo para o aprimoramento dos mesmos, como ocorre na famosa Wikipédia.





Revista Perspectivas em Análise do Comportamento

12 10 2012

A revista Perspectivas em Análise do Comportamento completa seu segundo ano de vida.  A Perspectivas é “uma revista semestral online, editada e financiada pelo Núcleo Paradigma. Seu objetivo é publicar artigos originais, relacionados ao behaviorismo radical e à análise do comportamento, com destaque para análises sobre o desenvolvimento histórico, filosófico, conceitual, metodológico e tecnológico da área.” Na última avaliação da CAPES, a revista recebeu o conceito B3 no Qualis – mas ela tem tudo para ser ainda melhor!

Vale a pena conferir!





Prof. Christian Vichi participa do III Ciclo de Debates do LDAPP-Univasf

11 10 2012

O Prof. Christian Vichi, do Lab. de Análise Experimental do Comportamento da Univasf, participará do III Ciclo de Debates do Lab. de Desenvovlimento-Aprendizagem e Processos Psicossociais (LDAPP), que terá como tema: “Desenvolvimento Sociocognitivo  conhecendo os outros e a si mesmo”. O evento, que objetiva debater a produção científica e os temas de interesse dos queridos colegas do LDAPP , acontece nos dias 06 e 07 de novembro de 2012 na Biblioteca de Univasf em Petrolina-PE.

 





Prof. Christian Vichi participa da III JAC de Belém

27 09 2012

O Prof. Christian Vichi, do Lab. de Análise Experimental do Comportamento da Univasf, participa participaria da III Jornada de Análise do Comportamento de Belém, que terá teve como tema: “Da Ciência à Tecnologia do Comportamento”. O evento, que visa contribuir para difusão da Análise do Comportamento na região Norte, acontece aconteceu de 01 a 05 de outubro de 2012 na Univ. Federal do Pará (UFPA). Prof. Christian tratará iria tratar de Políticas Públicas e Análise Comportamental da Cultura. Infelizmente, por problemas operacionais, Prof. Christian não pôde ir a Belém.